domingo, 8 de dezembro de 2013

FERNANDO BARROS, DA LANCHA NAMORADA, VENCE TORNEIO DA PESCA DO MARLIN


Fernando Barros, comandante da lancha Namorada, venceu o torneio
Fernando Barros, comandante da lancha Namorada, venceu o torneio em Canavieiras
A equipe da lancha Namorada, comandada por Fernando Barros, foi classificada em primeiro lugar no Torneio da Pesca do Marlin (peixe de bico) em Canavieiras. A equipe alcançou 665 pontos, mesma pontuação obtida pela equipe da lancha La Margue, comandada por Shawn. O critério para o desempate foi a equipe (lancha Namorada) que fisgou o primeiro peixe. Já a lancha Bebinho, comandada por Alcindo Navarro, se classificou em terceiro lugar, com 600 pontos.
No primeiro dia de pesca, Barros dividiu o primeiro lugar com a equipe da lancha Espadarte, comandada por Maurício Guerra.

Bahia deve receber 4 milhões de visitantes no verão

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A estação mais quente do ano está chegando e com ela a promessa de um verão bastante aquecido na Bahia, com a chegada de cerca de 4 milhões de visitantes de outros estados e também do exterior. Os destinos mais procurados devem ser Salvador, Porto Seguro (sede, Arraial D’Ajuda e Trancoso), Praia do Forte, Morro de São Paulo, Maraú, Imbassaí, Itacaré e Prado. Destaque também para a Costa do Sauípe e as regiões da Chapada Diamantina e o Recôncavo Baiano.
Os principais emissores serão os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e o Distrito Federal. Entre os visitantes internacionais destaque para Argentina, Espanha, Itália, França e Alemanha.
De acordo com o secretário do Turismo, Domingos Leonelli, a Bahia se destaca frente a outros destinos brasileiros por conta da diversidade de opções para passeios e também por conta de aspectos como a gastronomia e a cultura. “Somos o terceiro principal destino do país em desembarques aéreos. Vamos chegar a um número acumulado de 25 milhões de chegadas pelos nossos três aeroportos (Salvador, Porto Seguro e Ilhéus) nos últimos sete anos contra 11 milhões do período 2001-2006, o que revela que a atividade registrou um grande crescimento”, afirmou.
Leonelli também acredita na recuperação de Salvador como destino turístico. “A nossa capital não cresceu na proporção que os outros destinos baianos nos últimos anos, mas creio que a situação tende a melhorar, pois há um grande número de intervenções viárias e turísticas que farão com que a cidade se recupere”, explica.
Serviços – E quem for visitar a Bahia neste verão terá um grande número de serviços oferecidos pela Secretaria do Turismo do Estado e Bahiatursa como o Disque Bahia Turismo, um call center que funciona 24 horas em inglês, espanhol e português; o portal www.bahia.com.br, que fornece informações sobre os destinos baianos e o aplicativo Guia Bahia Turismo, disponível para tablets e smartphones com os sistemas Android e IOS. Com a ferramenta, que é georeferenciada, é possível acessar informações sobre bares, restaurantes, meios de hospedagem, mapas, dentre outras coisas. Para baixar o aplicativo basta acessar o link www.bahia.com.br/aplicativos.
Principais destinos baianos
Salvador
Salvador é conhecida como a “capital cultural do país”, berço de grandes nomes no cenário artístico, com destaque mundial. As ruas do Centro Histórico transportam o turista para os primórdios da história do Brasil. Durante as visitas ao local, pode-se aprender, com a ajuda dos guias, como se desenvolveu a colonização da primeira cidade do país. No Pelourinho, existem mais de 800 casarões dos séculos XVII e XVIII.
A Bahia sempre teve um litoral diferenciado, com o maior número de praias do país, só em Salvador são 50 quilômetros de costa. As águas alcançam, em média, 26ºC, o que favorece a prática de variadas modalidades esportivas, como windsurfe, kitesurf, além do próprio surfe, que tem campo propício em quase todas as praias da capital. Em Salvador, os mergulhadores encontram espaço ideal. Além de belezas naturais submarinas, a cidade tem o maior número de naufrágios registrados no Brasil. Algumas ruínas de antigos navios estão a poucos metros da praia, acessíveis para iniciantes em mergulho. Quem prefere emoções mais fortes, pode visitar navios pouco explorados, situados em águas profundas, ainda na Baía de Todos os Santos.
Alegria, criatividade, musicalidade, riqueza folclórica e cultural são inerentes ao povo baiano, que tirou da mistura de raças e costumes o seu principal tempero.
Porto Seguro
Na cidade onde nasceu o Brasil, o que não faltam são opções para o turista. As praias entrecortadas de rios, coqueirais, Mata Atlântica, manguezais, falésias e arrecifes oferecem ao visitante um verdadeiro paraíso ecológico. Como primeiro núcleo habitacional do país, a Cidade Histórica abriga prédios e peças valiosas do século XVI. A cidade foi tombada como Patrimônio Histórico Nacional em 1973 pelo IPHAN e é também reconhecida como patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco desde 2000.
Porto Seguro é o ponto de partida para quem deseja conhecer as primeiras páginas da história do Brasil, praticar ecoturismo, esportes, passear, comer bem ou simplesmente relaxar. São 90 km de praias protegidas por recifes de corais, rios, riachos, coqueirais e uma exuberante Mata Atlântica. Os passeios mais procurados são para Recife de Fora, Coroa Alta (em Santa Cruz de Cabrália), Trancoso e Caraíva. Os que gostam de voar também podem se divertir, visitando o clube de ultraleves. Durante estes passeios, em ultraleves ou helicópteros, é possível contemplar, de um outro ângulo, o cenário deslumbrante de toda a Costa do Descobrimento.
A cidade nunca dorme e até mesmo o comércio tem um horário atípico. Muitos shoppings e lojas de artesanato funcionam até a meia-noite. Para quem gosta de sofisticação, há restaurantes especializados em comida francesa, japonesa, italiana, etc. Quem prefere os pratos mais baratos, os restaurantes de comida a quilo oferecem as melhores opções – no centro da cidade ou na orla -, com variedades de pratos quentes e saladas, além dos deliciosos doces típicos.
Praia do Forte
Localizado no município de Mata de São João, Praia do Forte é carinhosamente conhecida como a “Polinésia Brasileira”. Difícil é saber por onde começar a desbravar o local, tamanha é a oferta de lazer e entretenimento de que dispõe. Os passeios são muitos e variados, podendo ser feitos a pé, em cavalgadas ou de jipe.
São 12km de praias, delimitadas por dunas, coqueiral, piscinas naturais, um famosíssimo Sítio Histórico que abriga o Castelo Garcia D´Ávila, a Reserva de Sapiranga, as corredeiras do Rio Pojuca e uma animada aldeia de pescadores que recebe o turista de braços abertos, oferecendo, além dos irresistíveis atrativos naturais, uma infra-estrutura de primeiro mundo. Assim é Praia do Forte, marco zero da Linha Verde, distante 50km do Aeroporto Internacional de Salvador, “point” do turista apaixonado pelo turismo ecológico.
Morro de São Paulo
Um dos principais destinos turísticos da Bahia e do Brasil, Morro de São Paulo localiza-se no município de Cairu, a 60 km de Salvador.
O pequeno paraíso nasceu nos arredores da Ilha de Tinharé, ao norte do arquipélago da Baía de Camamu. Os monumentos históricos do local foram fundamentais no período colonial e hoje são protegidos pelo Patrimônio Histórico Nacional. As belezas naturais estão divididas em dez praias: Primeira, Segunda, Terceira e Quarta Praias, Praia do Encanto, Guarapuá, Boipeba, Ponta da Pedra, Praia da Gamboa e, por último, Praia do Forte, que só aparece na maré baixa.
O relevo acidentado do local promoveu trilhas que levam às partes mais altas da ilha. Nestes pontos, descortinam-se paisagens sublimes, verdadeiros cartões postais que tiram o fôlego dos visitantes. Durante todo o ano, o movimento é grande, aquecendo a economia de cidades vizinhas como Nazaré e Valença; esta última, uma das portas de entrada para a Ilha. Na alta estação, o Morro fica lotado de turistas, principalmente jovens que, durante a noite, promovem muitos agitos em um clima de paquera.
A principal rua do povoado possui dezenas de pousadas, bares e restaurantes e, não por acaso, foi apelidada de Broadway. No carnaval e réveillon, várias festas são promovidas na praia, onde os visitantes aproveitam o clima descontraído para dançar até o amanhecer.

PROJETO VERÃO 2013/14 E PESCA DO MARLIN AGITAM SÍTIO HISTÓRICO

O Sítio Histórico revive seus momentos festivos com o Projeto Verão
O Sítio Histórico revive seus momentos festivos com o Projeto Verão
Os shows musicais apresentados com Jorge e Denise Carvalho (JC Musical), Duda Ribeiro (voz) e Wagner (teclado) abriram, oficialmente, na noite desta sexta-feira (6) O Projeto Verão 2013/14. Os espetáculos foram o ponto de partida para que sejam realizadas apresentações artísticas, culturais e esportivas no Sítio Histórico até o Carnaval do próximo ano.
De acordo com o projeto, ao entardecer de cada dia nos finais de semana, será realizada uma ciranda musical no palco instalado na avenida Felinto Melo (calçadão), onde se apresentarão músicos e Dj’s, poetas, e desportistas das cidades que compõem a Costa do Cacau. Informa o secretário municipal da Cultura, Jorge Carvalho, que está garantida a participação de todas as expressões e linguagens culturais.
Atrações musicais como Duda Ribeiro e Jorge Carvalho animaram a noite
Atrações musicais como Duda Ribeiro e Jorge Carvalho animaram a noite
O “Porto Cultural” apresentará, de sexta a domingo, performances de dança rítmica, balé, saraus e cortejos poéticos, além de voz & violão ao cair da tarde na romântica Ponte do Lloyd onde aportavam os navios mercantes no período da colheita do cacau. “Nossa cidade é berço de grandes tradições culturais e nossa intenção é mantê-la viva e atuante para que moradores e turistas possam vê-las e aplaudi-las”, ressalta o prefeito Almir Melo.
Além das atrações artísticas, o Projeto Verão contempla pontos de venda de artesanato e o que existe de melhor na gastronomia canavieirense, oferecida pelos restaurantes e bares instalados no Sítio Histórico. Neste primeiro final de semana, a área do antigo porto de Canavieiras reuniu dois grandes eventos: o Torneio de Pesca do Marlin e o Projeto Verão.

SOBRE O FIO DA NAVALHA

SOBRE O FIO DA NAVALHA

Walmir Rosário
Exercer a atividade produtiva no Brasil exige mais do que trabalho, é preciso muito sacrifício, paciência e humildade. Comumente, se diz que para vencer com o trabalho é preciso persistência, neste país varonil, para fazer um negócio funcionar, o empreendedor não consegue dar um passo à frente caso não se adeque aos caprichos dos agentes do Estado, seja qual for o ente: federal, estadual e municipal, com raríssimas exceções.
Em Canavieiras, no Sul da Bahia, um grupo de empresários se instalou no município, a convite do governo do Estado, à época gerido por Paulo Souto, para criar camarão em cativeiro. Promessas mil, consolidação zero. Mesmo assim, como bons brasileiros, não desistiram e tocaram o negócio com muita determinação, tornando os empreendimentos vitoriosos, gerando a indignação ideológica de determinados grupos políticos.
É indispensável muita firmeza e determinação para viver sobre o foi da navalha neste negócio da carcinicultura da Bahia, pois os inimigos estão entrincheirados dentro do Estado. Quem têm o dever de apoiar a atividade produtiva e o desenvolvimento, torna-se inimigo declarado, algoz dos que pretendem investir de maneira correta e dentro dos princípios legais exigidos pela burocracia estatal.
Os produtores de Camarão de Canavieiras atenderam ao chamamento do Estado da Bahia, aqui investiram mais de R$ 70 milhões, com recursos próprios no negócio. De início, técnicos do meio ambiente comprovaram que a atividade não causaria impactos ambientais e exigiram as contrapartidas para a concessão da licença.
Vencida em 2007, se formou um verdadeiro “jogo de empurra” entre os órgãos ambientais para a renovação da licença ambiental. O Ibama se eximiu da responsabilidade, por considerar coisa de pequena monta, mais afeita aos órgãos do Governo da Bahia. Isso em virtude de parte da área ultrapassar os 50 hectares, limite da competência do órgão ambiental mantido pelo Município.
Embora tudo isso tenha sido dito e acertado em audiência com o Ministério Público Federal, em Ilhéus, até hoje não se tem notícia de quando o Inema se dignará a fazer a análise dos impactos, para conceder a licença, ou não. Vontades e caprichos à parte, a realidade atual é os carcinicultores desenvolvem suas atividades garantidas por uma medida liminar concedida pela Justiça, que pode cassá-la a qualquer momento.
O fato é que até mesmo a legislação conspira contra qualquer atividade que dependa de licença ambiental para subsistir. De acordo com as leis, decretos, regulamentos outros empecilhos legais, a responsabilidade da concessão da licença é de responsabilidade dos assessores ambientais (ou qualquer nome que recebam) e não dos órgãos aos quais representam. Qualquer possibilidade de um erro ou descumprimento das recomendações no relatório da licença, o servidor irá responder judicialmente sobre o “crime” cometido.
Após as garantias do secretário e do próprio governador Jaques Wagner em 15 de agosto deste ano para promover as mudanças, até agora nenhuma ação foi tomada no sentido de reparar a incoerências legais. Essa promessa foi feita em agosto deste ano, com prazo de 31 de outubro para as soluções. Novas “lembranças” foram feitas aos governantes, mas sem qualquer aceno de possibilidades de cumprimento. É assim que a “banda toca” para a plateia.
Toda essa celeuma em torno da atividade surgiu com a acusação de ser a carcinicultura degradadora do meio ambiente e que causaria impactos irreversíveis no ecossistema, poluiriam os manguezais, dizimariam os caranguejos, afastariam os banhistas das praias, seriam responsáveis pelo caos no “paraíso Canavieiras”. Nada disso aconteceu e os dados demonstram o uso de alta tecnologia, gerada para tornar a atividade sustentável, dentro dos mais modernos e politicamente corretos.
Apresentado os estudos e provado o contrário, os mesmos “conservacionistas” mudaram a estratégia e iniciaram o ataque por outro flanco, considerado mais sensíveis aos ouvidos e ideologia dos companheiros governistas: a carcinicultura vai concorrer com os pescadores artesanais, fazendo sucumbir essa atividade, gerando miséria em centena de famílias que têm a pescaria como única meio de sobrevivência.
Argumento esse que também não convenceu, haja vista que a atividade produz em Canavieiras, onde gera empregos e renda, mas tem seu principal mercado nos estados localizados nas regiões Sul e Sudeste. Para colocar seus produtos nesse concorrido mercado utilizam uma logística inteligente, entregando o camarão produzido em Canavieiras em qualquer desses estados em cerca de 24 horas, desbancando atividades afins localizadas em outros estados do Nordeste.
O empresário quer trabalhar, gerar empregos, contribuir para o desenvolvimento, auferir seu lucro, como em todo o sistema capitalista. Hoje, as empresas já instaladas pretendem ampliar os investimentos, assim como outras empresas demonstram vontade de implantar novos empreendimentos, entretanto, nenhuma delas quer “caminhar sobre o fio da navalha” afiada da insegurança estatal.
Perde a Bahia, perde Canavieiras, mas, sobretudo, o povo, como sempre sujeito às intempéries criadas pela política e é obrigado a ficar exposto, a exemplo de uma ostra na briga entre o mar e o rochedo.
 Jornalista e advogado, editor do site www.ciadanoticia.com.br